domingo, 28 de setembro de 2008
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Vinganca das Elites

O diretor-geral da ABIN, Paulo Lacerda incomoda a elite política e econômica desde os tempos da PF, com operações como as fraudes fiscais na DASLU, em grandes cervejarias, na operação Chacal contra Daniel Dantas, cujos desdobramentos atingem o alto tucanato. Por trás do discurso de "estado policialesco" está em marcha o lobby para restaurar o ESTADO da CORRUPÇÃO que existia no governo FHC.
O principal braço político desse lobby são os partidos que ocuparam o governo FHC: DEMos, PSDB e gente do PPS.
As pressões políticas sobre a ABIN é para cercear a PF contra investigações criminais que atinjam políticos, ministros, juízes, banqueiros e grandes empresários, como era no tempo de FHC quando faltava até gasolina em carros da PF para fazer diligências.
O objetivo é retornar aos tempos em que um telefonema para Brasília mandava para a lata de lixo provas que incriminavam gente graúda.
Que culpa tem a PF se políticos e "ministros" cometem crimes? A PF não pode fechar os olhos para crimes cometidos por quem quer seja. Se houver autoridades com imunidade para roubar, retorna o ESTADO DA CORRUPÇÃO no Brasil, muito semelhante àquele que vigorava no governo demo-tucano até 2002
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domingo, 17 de agosto de 2008
censurar na Internet
Senador Azeredo ameaça Novojornal
Após ser retirado da pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), o polêmico projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica os crimes praticados na Internet ganhou uma nova versão. A nova proposta define o mecanismo de "legítima defesa" na Internet.
A proposta cria um arcabouço jurídico dando amparo legal para que profissionais ou empresas de segurança da informação façam a interceptação de dados ou até mesmo invadam outras redes em nome da legítima defesa. Em tese, quando um desses profissionais notar que sua rede corre risco pode atacar seu algoz e alegar legítima defesa.
Em seu discurso de entrega do Substitutivo, Azeredo disse que seu projeto foi antes classificado erroneamente como "controle da Internet" e que "nada tem censor ou invasivo".
A raiva do senador Eduardo Azeredo e a tentativa de censurar a Internet, segundo seus assessores, é uma retaliação contra o Novojornal por questões passadas, que aumentou nos últimos meses após o portal jornalístico ter publicado diversas reportagens demonstrando o envolvimento do senador na utilização indevida de recursos públicos.
Há alguns anos, Azeredo já tentara, através de Ação Judicial, censurar o jornal Diário de Minas. Em sua defesa o diretor do jornal, hoje diretor do Novojornal, argüiu “exceção da verdade”, provando em juízo que o noticiado correspondia à verdade.
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sábado, 16 de agosto de 2008
O vexame da CPI dos Grampos

Deu vergonha acompanhar o depoimento de Daniel Dantas na CPI dos Grampos. Deputados despreparados deixaram o banqueiro falar o que bem entendeu, mostrando a inutilidade e perda de tempo de CPIs sem foco feitas a granel.
No palanque da CPI dos Grampos, Dantas executou à risca sua estratégia: posar de vítima e tentar arrancar alguma coisa que invalidasse o processo judicial que teve origem na Operação Satiagraha.
O banqueiro deixou evidente quem são seus aliados na imprensa. Dizia que não sabia se era verdade, mas que tinha lido tal coisa aqui, tal coisa acolá. Detalhe: na maioria das vezes, a fonte de tais informações, sempre no anonimato, foi Daniel Dantas.
Protegido por uma decisão judicial que o liberava de dizer a verdade, Dantas deu recados para o Palácio do Planalto. Deixou na chuva advogados e petistas que fizeram lobby para ele. E buscou transformar em vilões Protógenes Queiroz, delegado federal que comandou a Operação Satiagraha, e Paulo Lacerda, ex-diretor da Polícia Federal e atual diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Fez isso nas barbas de deputados que pareciam seduzidos pela inegável inteligência de um banqueiro que comanda faz tempo um dos maiores esquemas de corrupção do país.
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008
EM DEFESA DE DANTAS, TODOS SE CALAM

Como bem disse no blog de Luiz Carlos Azenha, “Em defesa da Dantas, até os ante-Lula se calam”. Pois , bem, eu diria diferente: Em defesa de Dantas todos se calam!! Ou seja,estão todos de rabo preso, porque Dantas tem quase todos na mão. ...
Vamos lá que são eles:
GILMAR MENDES
Desde a deflagração da Operação Satiagraha apareceu mais do que o presidente Lula. Nunca vi um presidente de STF aparecer tanto. Dá palpite sobre tudo, inclusive sobre os casos que vai julgar. É o pauteiro da mídia. Prestem atenção nas declarações dele: nem uma mísera menção ao suborno do delegado da PF. Depois de ler quase tudo o que Gilmar Mendes falou nas últimas semanas meu impulso é o de mandar prender o delegado e o juiz do caso.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
O ex-presidente está mal acostumado com a mídia brasileira. Um trecho de matéria do Bob Fernandes na Carta Capital (25/11/1998) é revelador da relação da mídia com FHC, na época presidente da República (os grifos são meus):
Fernando Henrique liga para o ministro Mendonça de Barros na sede do BNDES. FHC queria saber como estava o andamento do leilão das teles
“Estamos aqui praticamente com o quadro fechado”, diz Mendonça de Barros ao presidente.
“Você acha que, no conjunto, vai dar o quê?”, pergunta FHC.
“Vai dar uns 16 bi, que é o que eu tinha dito”, responde o ministro. “O nosso preço mínimo é de 13 bi e 400, e nós chegaremos a uns 16 bi, que é muito dinheiro.”
“Ajuda, né?, as reservas”, comenta FHC.
“A imprensa está muito favorável, com editoriais”, diz Mendonça de Barros.
“Está demais, né?”, diz FHC em tom de brincadeira. “Estão exagerando, até."
Outro grampo reproduzido na mesma reportagem de Bob Fernandes:
O ministro das Comunicações telefona para o diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira. E revela: o Opportunity quer participar do leilão da Tele Norte Leste, mas depende da concessão de uma fiança do Banco do Brasil:
“Está tudo acertado”, diz Mendonça de Barros para Ricardo Sérgio. “Mas o Opportunity está com um problema de fiança. Não dá para o Banco do Brasil dar?”
“Acabei de dar”, responde Ricardo Sérgio. “Dei para a Embratel e 874 milhões para o Telemar (Tele Norte Leste). Nós estamos no limite da nossa irresponsabilidade. São três dias de fiança para ele”, continua o diretor do Banco do Brasil, quase rindo.
“É isso aí, estamos juntos”, diz Mendonça de Barros.
“Na hora que der merda (Ricardo Sérgio se refere ao astronômico valor da fiança), estamos juntos desde o início.”
Isso basta para explicar o termo "privataria"? FHC é um mago: conseguiu algo que nenhum outro político, esportista ou celebridade da História moderna do Brasil conseguiu: esconder um filho. Um segredo de polichinelo que já dura uma década e meia, a acreditar na reportagem da Caros Amigos. Se depender da mídia ainda vão dizer que o FHC queria prender o Daniel Dantas mas, infelizmente, bateu o sinal do recreio.
SENADOR HERÁCLITO FORTES
Os grampos demonstraram que o senador ligava para assessores de Dantas para dar satisfação sobre seus passos no Congresso. No extremo, joga para tirar o caso do juiz De Sanctis, alegando que foi investigado e tem foro privilegiado. Leia aqui.
FOLHA DE S. PAULO
O jornal cumpriu tabela na Operação Satiagraha, depois de tomar dezenas de furos da Carta Capital e de blogueiros. Nunca explicou de forma convincente a reportagem que publicou no dia 26/04/2008. A reportagem foi usada por advogados de Dantas para fazer pedidos de habeas corpus preventivos. O uso de matérias publicadas na imprensa em ações na Justiça é uma tática antiga do banqueiro. Como escreveu um leitor deste site, a Folha não noticia sequestros mas acredita que age no interesse público ao antecipar uma investigação sigilosa da Polícia Federal. Essa história continua muito mal contada.
A Folha já tinha antecedentes. Como demonstrou o jornalista Luís Nassif em sua série sobre a revista Veja, uma repórter da Folha - de nome Janaína Leite - já tinha "servido" a Daniel Dantas. Leia aqui.
REVISTA VEJA E DIOGO MAINARDI
Quanto mais rebolam, mais se atolam. Estava tudo escrito na série do Luís Nassif. Se você não leu, leia.
JOSÉ DIRCEU
Em sua primeira "aparição" depois que estourou o caso pregou todas as mudanças que Gilmar Mendes vem pregando. É uma versão malandra do "prendam a polícia".
PAULO HENRIQUE AMORIM
A esquerda amava o PHA. Até que ele se tornou "inconveniente". Aí começou o "assassinato de reputação". Curiosamente, o blogueiro Eduardo Guimarães promoveu uma manifestação pelo impeachment de Gilmar Mendes. Passou a ser vítima de uma campanha de calúnia e difamação na internet. Nenhuma relação entre os dois casos. Pelo menos que eu saiba.
PSDB
O deputado Carlos Sampaio quer o afastamento de Gilberto Carvalho. Ou diz que quer. É um recado para o Lula: se você complicar nossa vida a gente complica a sua.
GOVERNO LULA
2014! Quero voltar em 2014!
DANIEL DANTAS
O principal acusado sumiu do noticiário. Do ponto-de-vista de relações públicas, é o grande vencedor. Porém, contava em acertar tudo "por cima". Não contava com procuradores, juízes e delegados federais.
Lembram-se do período entre o primeiro e segundo turnos da eleição presidencial de 2006? Na mídia E na propaganda eleitoral de Geraldo Alckmin a pergunta era uma só: de onde saiu o dinheiro dos aloprados? Agora, não. Como eu havia previsto, a mídia não pergunta de onde saiu o dinheiro que um funcionário de Daniel Dantas tentou usar para comprar um delegado da Polícia Federal. Foi do Opportunity? De um doleiro? De uma agência bancária? O dinheiro é a prova material mais forte contra o banqueiro. Mas bater nessa tecla pode lembrar ao público da tentativa de suborno, né mesmo? É um caso de amnésia conveniente. Jornalismo seletivo. Essa é a grande arma a serviço do banqueiro.
Postado por erivaldo às 11:21 0 comentários